Juliette Pelchat: Ascensão da Estrela Canadense no Snowboard e Além

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Juliette Pelchat: Ascensão da Estrela Canadense no Snowboard e Além

Juliette Pelchat: Uma Atleta Multifacetada

A jovem Juliette Pelchat, com apenas 21 anos, personifica a nova geração de atletas canadenses: talentosa, empreendedora e apaixonada pelo que faz. Enquanto se prepara para a final de slopestyle nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, Juliette já construiu uma carreira diversificada e próspera, que vai muito além das pistas de snowboard. Com uma empresa que emprega cerca de uma dezena de pessoas, um portfólio de design de artigos esportivos e publicações nas redes sociais que ultrapassam 1 milhão de visualizações, Juliette Pelchat é um exemplo de sucesso e autenticidade.

Uma Paixão de Família

O amor pelo snowboard corre nas veias da família Pelchat. Juliette começou a esquiar aos 3 anos em Whistler, Colúmbia Britânica, e logo foi introduzida ao snowboard por seu pai, JF Pelchat. JF, um snowboarder profissional que se mudou para Whistler em 1993, compartilhou sua paixão pelo esporte com a filha desde cedo. “Porque as aulas de snowboard não aceitavam crianças tão pequenas”, explica Juliette, relembrando os primeiros momentos na neve com o pai.

JF Pelchat, junto com um grupo de amigos, criou os Wildcats, um coletivo que produzia filmes de snowboard com uma abordagem descontraída e comunitária. “Era uma forma de ter menos pressão. Começamos no Monte Seymour. Íamos lá todos os dias. Construíamos iglus. Bebíamos cerveja. Fazíamos saltos”, conta JF, com nostalgia.

A Filosofia Wildcats e o Espírito Empreendedor

Juliette Pelchat, carinhosamente chamada de Jubes no meio esportivo, sempre foi influenciada pela filosofia dos Wildcats: “Você pode se divertir enquanto faz coisas super difíceis e profissionais no snowboard. Meu pai ainda é minha maior influência”, afirma a atleta, que frequentou uma escola francófona desde a pré-escola até a sétima série e visita o Quebec regularmente durante o verão.

Aos 15 anos, Juliette e sua irmã Amalia (Billy) lançaram as Real Wild Kittens, uma iniciativa que promovia o snowboard feminino através de noites de skate e, posteriormente, camps de skate. “Na primeira sexta-feira, tivemos cerca de sessenta mulheres e meninas. Um empresário então disse que deveríamos transformar isso em uma empresa”, relata Kristy La Mantia, mãe de Juliette. A empresa rapidamente se tornou um sucesso, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para meninas explorarem o mundo dos esportes de prancha.

Equilíbrio entre Competição e Paixão

Atualmente, uma equipe de dez pessoas trabalha para Juliette e sua irmã, com o objetivo de retribuir à comunidade e inspirar outras pessoas. “Eu nunca quis ganhar a qualquer custo. Sempre quis influenciar, com a minha forma autêntica de ser”, declara Juliette.

Paralelamente ao seu trabalho empreendedor, Juliette continua a competir em snowboard, especialmente no slopestyle. “Ela realmente se encontrou no ano passado. E então, decolou. E ela está se divertindo muito”, diz JF Pelchat. Apesar de ter focado mais nas competições para se qualificar para os Jogos Olímpicos, Juliette planeja retornar ao backcountry, onde encontra liberdade e conexão com a natureza.

Os Jogos Olímpicos e o Futuro

Após terminar em 16º lugar no big air, Juliette Pelchat se classificou para a final do slopestyle, demonstrando sua versatilidade e determinação. Enquanto outros atletas se concentram em descansar, Juliette aproveita para andar de prancha com sua família, buscando equilíbrio e renovação. “Isso realmente fez bem. Permitiu-me esvaziar a mente. Divirto-me com minha família”, disse ela após a qualificação.

Para JF Pelchat, a diversificação de atividades de Juliette é fundamental para o seu bem-estar e sucesso a longo prazo. “Vimos tantos atletas que se machucam ou não se qualificam para os Jogos Olímpicos e sofrem com isso ou abandonam o esporte. Existem várias avenidas no snowboard. Independentemente de seus resultados nos Jogos, o snowboard sempre será sua paixão”, afirma o pai orgulhoso.

Juliette Pelchat está determinada a dar o seu melhor nos Jogos Olímpicos, mas também está ansiosa para continuar explorando sua paixão pelo backcountry e inspirando outras pessoas a seguirem seus sonhos. “Vou colocar todas as minhas energias nos Jogos. Depois, tenho um evento de backcountry. Estou me divertindo. Se você não se diverte, não vale a pena”, conclui a jovem atleta.

Fonte: La Presse


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