
Jackie Kennedy: Uma Vida de Elegância, Resiliência e Legado Duradouro
Enquanto a série “Love Story” explora a história de amor entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy, um episódio se destaca ao focar em outra figura icônica da família: Jacqueline Kennedy Onassis. Naomi Watts entrega uma performance comovente ao retratar Jackie O nos últimos anos de sua vida, enfrentando um diagnóstico de câncer e, eventualmente, sucumbindo à doença em 19 de maio de 1994.
Uma Vida Multifacetada
Na década de 1990, Jacqueline Lee Bouvier Onassis já havia vivido inúmeras vidas. Ela foi socialite, fotógrafa, ícone da moda, primeira-dama enlutada, esposa de um magnata do transporte marítimo, editora de livros e, acima de tudo, mãe de John F. Kennedy Jr. e Caroline Kennedy. Sua vida foi marcada por perdas trágicas, incluindo a morte de sua filha Arabella e de seu filho Patrick, mas também por momentos de grande alegria e realização.
O Diagnóstico e a Batalha Contra o Câncer
Em novembro de 1993, um acidente a cavalo na Virgínia levou Jackie ao hospital, onde os médicos descobriram um linfonodo inchado na virilha. Em dezembro, seu estado piorou, com dores abdominais e mais linfonodos inchados, resultando no diagnóstico de linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta os linfócitos. Jackie iniciou a quimioterapia em janeiro de 1994, mantendo uma postura pública otimista e continuando a trabalhar como editora na Doubleday.
Os Últimos Momentos e o Legado de uma Ícone
No entanto, em março, o câncer se espalhou para a medula espinhal e o cérebro. Em maio, a disseminação para o fígado tornou sua condição terminal. Jackie O decidiu deixar o hospital e passar seus últimos dias em sua casa na Upper East Side, cercada por seus filhos. Ela faleceu em 10 de maio de 1994, em seu sono, com John e Caroline ao seu lado.
A Busca pela Privacidade e a Queima das Cartas
A série “Love Story” retrata a deterioração da saúde de Jackie em casa, mostrando-a queimando suas cartas antigas. Segundo seu ex-amante, o arquiteto Jack Warnecke, essa era uma prática comum de Jackie, que não desejava que sua correspondência pessoal fosse exposta. A jornalista J. Randy Taraborrelli, em sua biografia “Jackie: Public, Private, Secret”, revelou detalhes dessa intimidade, com a permissão de Warnecke para publicar a entrevista apenas após sua morte.
Uma Carta de Amor e Encorajamento
Antes de sua morte, Jackie O escreveu uma carta final para seu filho, John F. Kennedy Jr., expressando seu amor e encorajamento. A carta, revelada na docussérie “American Prince” da CNN, dizia: “Eu entendo a pressão que você terá para suportar para sempre como um Kennedy, mesmo que nós o trouxemos a este mundo como um inocente. Você, especialmente, tem um lugar na história. Não importa o curso da vida que você escolha, tudo o que posso pedir é que… continue a me orgulhar, a família Kennedy e a si mesmo.”
Um Legado Imortal
Jackie Kennedy Onassis deixou um legado imortal de elegância, resiliência e sofisticação. Sua influência na moda, na cultura e na política americana é inegável. Sua famosa citação sobre Camelot, feita após a morte de JFK, continua a ressoar como um símbolo de esperança e idealismo. Como disse seu cunhado, Ted Kennedy, em seu elogio fúnebre: “Jackie teria preferido ser apenas ela mesma, mas o mundo insistiu que ela fosse uma lenda também.”
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